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Memories of you

Hey, you! Estava pensando em você hoje de madrugada. Passei um tempo no passado, revisitando nossos lugares preferidos. Quantas risadas nós não demos caminhando pelas calçadas enquanto você contava mais das suas histórias de criança? Quantas coisas nós não fizemos juntos pela primeira vez? Lembra-se daquela ida a livraria? Você nunca foi muito de ler, mas naquele dia decidiu ir comigo fazer compras... Você ficou fascinado com o tamanho das estantes. Era tanto livro que ficava difícil escolher apenas um para levar para casa. Mas, eu te convenci de que se você levasse apenas um, poderíamos voltar em outro dia, num futuro próximo. Seria um pretexto para mais uma aventura nossa. Se eu te apresentei a livraria, você me convenceu de que experimentar o milkshake do café do seu avô seria inesquecível. Nas suas palavras "era uma explosão de sabor inexplicável". Você não tinha razão, mas foi bom vê-lo gargalhar, enquanto eu fazia caras e bocas tentando disfarçar que não tinha gostado...

Sobre gostar de alguém...

Eu não conheço todas as palavras do mundo. Não conheço 1/100 do planeta Terra. Não sei que horas são na Venezuela agora. Não sei nada sobre direito, nutrição ou fisioterapia, muito menos sobre estatística. Nunca soube diferenciar um carro do outro. Não me interesso pelas regras da fórmula um. Não que você precise saber sobre qualquer uma dessas coisas. Na verdade, eu também não sei por que estou escrevendo todas essas palavras. Ou, talvez, eu saiba... Será essa uma maneira estanha de te dizer que eu gosto de você? Que, apesar de saber muito pouco, pelo menos, agora sei que eu gosto de você.

Trilha sonora

Qual seria a trilha sonora do nosso abraço? Seria em um dia de sol ou embaixo de chuva? Você sorriria a me ver? Ou eu choraria de alívio por te ter? Você me diria palavras doces? Ou eu preencheria o momento com o silêncio? Qual seira a trilha sonora do nosso abraço (?), aquele que reconhece tudo que tentou esconder por debaixo do casaco? 

Carta não entregue?!

Carta que escrevi para Eduardo, meu primeiro amor, mas que nunca entreguei. Te escrevi umas poucas palavras Elas dizem mais ou menos o seguinte... O Vento me disse uma vez que era capaz de escutar meus suspiros madrugada adentro - suspiros daqueles que nos escapam quando gostamos de certo alguém. Eu argumentei dizendo que a interpretação estava errada, mas o Vento - ouvinte desde que o mundo se entende por mundo e colecionador de histórias mais antigo - sabia muito sobre as pessoas. Outro dia, enquanto levava resquícios de poeira do passado para descansar em outros quintais, escutei-o deixar uma mensagem sussurrada pela janela que cantava “a vida é muito curta e o medo (?), o medo, ele paralisa”. Tentei chama-lo de volta, gritei para o Vento, tentando entender o que ele queria dizer com tudo aquilo, mas ele, passageiro do jeito que é, já estava a quilômetros de distância. Fechei a janela. Sentei no chão encostada a parede, enquanto a janela fazia dançar a luz que o sol t...