Mais um textinho sobre meu filhotinho de quatro patinhas, sobre o meu Baltinho. Preparem-se para conhecer suas Baltazarzices!
Despedidas são inevitáveis. Elas acontecem com frequência. Apesar disso, não é fácil, para alguns, como eu, aceitá-las de imediato. Acho difícil dizer adeus. A dor que sinto geralmente se transforma em lágrimas, olhos vermelhos e inchados, e nariz entupido, na esperança de que aquele sentimento, transformado em tempestade, seja levado para fora, para longe. É exatamente como as nuvens que se transformam em chuva: as gotinhas deixam o Céu, mas a água que chega às ruas e às calçadas não evapora de imediato. Os pinguinhos - os pedacinhos do Céu - precisam de tempo para se transformarem em vapor, assim como a dor do luto precisa de tempo para se transformar na dor da saudade e, depois, em saudosidade, a lembrança que não machuca.