Despedidas são inevitáveis. Elas acontecem com frequência. Apesar disso, não é fácil, para alguns, como eu, aceitá-las de imediato. Acho difícil dizer adeus. A dor que sinto geralmente se transforma em lágrimas, olhos vermelhos e inchados, e nariz entupido, na esperança de que aquele sentimento, transformado em tempestade, seja levado para fora, para longe. É exatamente como as nuvens que se transformam em chuva: as gotinhas deixam o Céu, mas a água que chega às ruas e às calçadas não evapora de imediato. Os pinguinhos - os pedacinhos do Céu - precisam de tempo para se transformarem em vapor, assim como a dor do luto precisa de tempo para se transformar na dor da saudade e, depois, em saudosidade, a lembrança que não machuca.
Ontem, dia 19 de maio de 2026, meu Avozinho Zacarias Cavalcanti deixou o plano físico. Em sua memória, gostaria de deixar uma pequena mensagem aqui no Blog, já que ele sempre foi o maior apoiador desta história, das minhas palavras. Quero dizer exatamente o seguinte: Descanse em paz, meu vovozinho! Sempre acreditei que o senhor fosse imortal, que você chegaria aos 100 anos, que você iria além conosco! No entanto, descobri que a imortalidade está nos momentos que permanecem conosco em nossas lembranças, assim como o Céu, em suas diferentes tonalidades, está sempre acima de todos nós. Portanto, Você está e sempre estará no seu amor pelo Sport, em um pratão de comida boa, nas pipocas estouradas nas festas a que fomos em sua antiga casa, em todas as surpresas de uva que comi no vigésimo andar da beira-rio, nas inúmeras camisetas azuis que você gostava de usar (mesmo sem perceber que azul era sua cor favorita), nos livros inteligentes que você lia (um por mês, pelo menos), nos elogios que r...