Eu não conheço
todas as palavras do mundo. Não conheço 1/100 do planeta Terra. Não sei que
horas são na Venezuela agora. Não sei nada sobre direito, nutrição ou
fisioterapia, muito menos sobre estatística. Nunca soube diferenciar um carro
do outro. Não me interesso pelas regras da fórmula um. Não que você precise
saber sobre qualquer uma dessas coisas. Na verdade, eu também não sei por que
estou escrevendo todas essas palavras. Ou, talvez, eu saiba... Será essa uma
maneira estanha de te dizer que eu gosto de você? Que, apesar de saber muito
pouco, pelo menos, agora sei que eu gosto de você.
Ontem, dia 19 de maio de 2026, meu Avozinho Zacarias Cavalcanti deixou o plano físico. Em sua memória, gostaria de deixar uma pequena mensagem aqui no Blog, já que ele sempre foi o maior apoiador desta história, das minhas palavras. Quero dizer exatamente o seguinte: Descanse em paz, meu vovozinho! Sempre acreditei que o senhor fosse imortal, que você chegaria aos 100 anos, que você iria além conosco! No entanto, descobri que a imortalidade está nos momentos que permanecem conosco em nossas lembranças, assim como o Céu, em suas diferentes tonalidades, está sempre acima de todos nós. Portanto, Você está e sempre estará no seu amor pelo Sport, em um pratão de comida boa, nas pipocas estouradas nas festas a que fomos em sua antiga casa, em todas as surpresas de uva que comi no vigésimo andar da beira-rio, nas inúmeras camisetas azuis que você gostava de usar (mesmo sem perceber que azul era sua cor favorita), nos livros inteligentes que você lia (um por mês, pelo menos), nos elogios que r...
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