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Reencontro

O Melhor Amigo da Menina chegava hoje de um ano não planejado (menos do que o normal, pelo menos). Ele saía do carro quando a Menina atravessou correndo o portão que dava para o estacionamento. O Menino vinha atrás. Ao vê-lo, a Menina parou e, no instante seguinte, os olhos dela encontraram os dele. Depois de muito tempo (tanto, que o próprio tempo desistiu de conta-lo), os dois estavam frente a frente. O vento afastava os fios de cabelo da Menina para longe. Uma mistura de alegria e saudade desenhava sorriso no rosto dos dois. Uma lágrima descia pela bochecha dela, outras transbordavam pelos olhos dele. O tempo pareceu parar para eles. Ao mesmo tempo em que parecia correr para os outros. Era como se poeira estivesse suspensa no ar e como se só a luz do sol, que driblava as folhas das árvores com a ajuda do balançar do vento, dançasse alegremente, iluminando pontos sortidos de toda a distância que os separava. Tic, tic, tic... O relógio continuava com sua cacofonia ritmada, nervoso po...

Da série: de onde você veio, Menina? E o seu amigo, o Sábio?

A Menina e o Sábio - As cores das flores - Onde estão as flores da primavera? – perguntou o Sábio a Menina. - O outono levou... - Por que não me avisaram que o tempo corria contra ele mesmo? - O tempo não para, Amigo Sábio. - Disse a Menina, desanimada. - E, às vezes, as coisas mudam em um piscar de olhos. - Ela olhou em seus olhos antes de continuar - É difícil acompanhar o tempo em certos momentos. - Acho que perdi mais que as flores e as cores da primavera – finalizou o Sábio de maneira triste.

Bagagem

- Por que não? – Perguntou Joaquim, sem entender porque Marina tinha tanto medo de sentir o que sentia por ele, de se entregar àquele amor sem impedimentos. Um amor tão simples quanto sorrir. - Porque eu sou só eu. – Respondeu Marina, tristemente. – Eu não tenho nenhuma experiência ou histórias pra contar. - Respirou fundo antes de continuar. - E você é você... Cheio de passados, de segredos. De tudo o que eu não tenho. Eu...  - Eu gosto de você. – interrompeu Joaquim. – E não me importo se você não sabe nada sobre tudo. – Pausa. – Porque você e eu podemos escrever uma história de agora em diante, do presente para o futuro, muito melhor do que as eu vivi no passado. – Ele afastou os fios de cabelo dos olhos dela e, sorrindo, perguntou: - Quem disse que ter bagagem é melhor do que viajar sem mala? 

Dançando na chuva

O Mini-texto de hoje é dedicado a Tassinha e não faz parte da história da Menina e do Sábio. A Alegria e a Dançarina trabalhavam no laboratório da Universidade em pleno feriado. Fazia mais de 20 dias que as duas não descansavam. Elas contavam as horas para o próximo final de semana. Sábado e domingo, as duas não trabalhariam. Em algum momento do dia, talvez no final da manhã, Alegria saiu para encher a garrafa de água, que aquela altura da manhã já estava vazia, quando foi surpreendida pela chuva. A Alegria chamou pela Dançarina, animada. Assim como ela, a dançarina amava a chuva e a oportunidade de dançar e cantar enquanto o céu se desfazia em pequeninos pingos de água, a deixava contente. As duas, então, se divertiram durante um curto tempo infinito, deixando a água levar o cansaço daqueles últimos dias. Enquanto elas aproveitavam a chuva, o Primeiro Amor observava a Alegria sorrindo. Talvez tenha sido nesse momento que ele decidira contar pra ela tudo o que sentia, tudo que el...

Sem você

O texto a seguir não faz parte da história da Menina e do Sábio: Sem você, eu fui uma canção triste, mas a Sabedoria do Tempo trouxe novos acordes, letras mais felizes. Compôs novas canções. Acrescentou à trilha sonora da minha vida o que faltava - um pouco de alegria - porque como o Sábio Tempo disse em um de seus momentos: toda dor muda de cor com o tempo.

Da série: de onde você veio, menina? E o seu amigo, o Sábio?

“A Menina e o Sábio – Iluminando um ao outro” Enquanto o dia ainda se espreguiçava, a Menina e o Sábio permaneciam sentados em um balanço da praça da cidade. Eles se mantinham em silêncio até os primeiros raios de luz chamarem a atenção dos dois. Percebendo que o Amigo sorria, a Menina perguntou: - Você já ouviu falar dos Amigos-luz? – O Sábio olhou para o lado, onde a Menina estava sentada e, intrigado, repetiu em forma de pergunta: - Amigos-luz? – Ele sabia que a Menina gostava de fazer perguntas diferentes, mas, talvez de todas as que ela já tinha feito, essa pareceu a mais estranha. Mas o Sábio gostava disso, do jeito que a Menina formulava seus pensamentos, pois a conversa era sempre uma surpresa agradável e hoje, pelo visto, não seria diferente, ela seguiria um caminho, até o momento, bem estranho e certamente interessante. – Não sei, mas não me parece familiar... – O Sábio voltou a falar, enquanto tentava, por mais alguns minutos, lembrar se já ouvira falar desses “Am...