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Postagens

Da série: de onde você veio, Menina? E o seu amigo, o Sábio?

“A Menina e o Sábio – Saudade” Era 31 de Maio de muitos anos antes, Maio de 2013. Um acidente de carro deixara o Sábio e a garota dos olhos sorridentes (Lívia) hospitalizados. Na madrugada do quarto dia, o Sábio decidiu visitá-la, sem saber que aquela seria a última vez que a veria em um longo tempo. Ele pegou uma cadeira e aproximou-se da cama. Ela ainda permanecia ligada a muitas máquinas. Seu caso era complicado, muito mais do que o do Sábio. - Não era para ser assim. – Disse o Sábio entre soluços. – Não era. – Ele tinha os olhos fechados quando sentiu a mão dela apertar a sua. Ele abriu os olhos e tentou sorrir para ela, sem sucesso. - Ainda vamos nos ver. Tenho certeza. – Ela falava com dificuldade e dizer apenas aquelas palavras lhe custara minutos de tosse. Ela o olhava nos olhos e sentia a dor dele como se fosse sua. Era doloroso demais vê-lo assim. Não queria que ele sofresse; não dessa ou de outra maneira. Mas Lívia sabia que os sentimentos precisavam transbordar,...

O Palhaço

Dedicado a todo mundo que já fez o dia de alguém com pequenos gestos de carinho. Qualquer comentário, lua ou estrela é bem-vindo aqui ou no twitter @ameninaeosabio. Em breve, instagram do Blog para os leitores curiosos. Como esta é a primeira postagem do ano, quero desejar a todo mundo um feliz ano novo... Cheio de luz, paz, amor, união, fé e muitos sonhos. Carpe Diem! Alegria voltava para casa de ônibus depois de mais uma manhã sem esperança. Ela notava a cidade, observando as pessoas, as árvores e as mais variadas construções. O desânimo não permitia que ela sorrisse, apagando o brilho dos seus olhos. Perto de casa, não tão perto para ir a pé, havia uma padaria recém-reformada. Toda vez que passava por ela, Alegria dizia para si mesma o mesmo de sempre "preferia como era antes". Talvez fosse sua aversão a mudança, talvez a padaria realmente fosse mesmo mais bonita antes... Mas, esses detalhes não são importantes para a história. Enquanto o ônibus dobrava a direita, pas...

Se seus olhos falassem...

Não faz parte da história da Menina e do Sábio! Dedicado a todo mundo que já deixou transparecer pelo olhar o que as palavras tentavam esconder. Qualquer comentário é bem-vindo aqui. Tenham um dia iluminado! Alegria lembrava-se das duas vezes que o Primeiro Amor a olhara de maneira diferente. A primeira, ela recordava em detalhes. Foi em um final de tarde do mês de Novembro, enquanto os dois assistiam a uma apresentação de alguém desconhecido. O Primeiro Amor sorria e fazia Alegria sorrir e com sua voz mais doce falava uma de suas besteiras de sempre. Enquanto escutava o Primeiro Amor falar, ela olhava em seus olhos e, por um instante, ele se desarmara, deixando tudo o que sentia transparecer pelo olhar. Alegria sorriu. Ela sabia que fora um descuido de sua parte, porque o Primeiro Amor sempre relutava em demonstrar seus sentimentos. Alegria não entendia o porquê de sua resistência, mas também não se importava, porque a vida lhe ensinara que cada pessoa carregava consigo uma bagag...

Contente

Dedicado a todo mundo que já sorriu sozinho pensando em alguém. Sorriu aquele sorriso abobalhado de um coração apaixonado. Qualquer comentário,lua ou estrela é bem-vindo aqui e nos twitters @Chaconerrilla e o oficial do Blog @ameninaeosabio Era dia de chuva, de chuva não, de temporal. O semáforo acabara de mudar para o vermelho e o ônibus em que Alegria estava era o primeiro depois da faixa de pedestre. De um lado da rua, um garoto sem guarda-chuva e com um caderno agora molhado na mão desceu da calçada e pôs os pés na rua. Do outro lado, uma garota, com sua sombrinha desgastada e bolsa encharcada, fez o mesmo. A chuva engrossava e os faróis dos carros e ônibus acesos daquela noite chuvosa cegavam os dois. No ônibus, a mistura de conversas paralelas preenchia o ar. Alguns passageiros estavam sentados, outros, talvez a maioria deles, permaneciam imóveis em pé. Era horário de pico. Ninguém preferira esperar um ônibus mais vazio. No final de expediente era sempre assim, hora...

Outras vidas

O mini-texto de hoje é dedicado a dupla dinâmica especial Raquelis e Antônio. Boa noite!  - Eu conheço você - Comentou a Menina, sorrindo. - De onde? - Perguntou o Menino, sentindo que também a conhecia. - De outras vidas. - Respondeu ela, com um sorriso que chegava aos olhos. - De outras vidas? Como você sabe? - Perguntou ele, curioso. - Eu sinto! Sinto essa frequência diferente, mais antiga, mais forte, mais inexplicável - Respondeu a Menina de maneira alegre. O Menino sorriu.  - Nossa frequência, só nossa. - Agora era ele quem a fazia sorrir. E os dois não podiam estar mais certos. Eles se conheciam, não de uma só vida passada, mas de muitas outras.

A Menino e o Senhorzinho

Dedicado a Amandis e a José Waldo. O texto agora é mais feliz. Na cidade onde a Menina morava, o Senhorzinho da Praça era conhecido pelo seu bom-humor e sua boa música. Todo final de tarde, ele afinava seu violão e, em um fusca azul (Azulão), seguia para a Praça Central, onde sentava em um banquinho, hoje desgastado pelo tempo, e tocava as músicas de sua juventude. Um ou outro fazia um pedido, dedicando a canção a alguém querido, mas no geral, o Senhorzinho escolhia o repertório. Era sempre a maior alegria. De uns tempos para cá, ele percebia que sempre as 17:45, a Menina passava conversando com alguém, alguém que ele não podia ver. Ela olhava para cima, às vezes sorrindo, às vezes chorando e sozinha mantinha a conversa agitada. Alguns diziam que a Menina era louca, outros que ela conversava com pessoas que já não estavam mais aqui, tinham ainda aqueles que achavam que ela não falava sozinha, mas sim cantava para os males espantar. Nenhuma das alternativas agradava o Senhorzinh...

Pelas ruas encontrei...

"A sabedoria disse para a Menina uma vez que a arte tinha a função de preencher os vazios deixados pela vida. E a menina sabia que a sabedoria não podia estar mais certa, porque para ela a arte era a ESPERANÇA em forma, cor e som" (Trecho de "Arte)