Despedidas são inevitáveis. Elas acontecem com frequência. Apesar disso, não é fácil, para alguns, como eu, aceitá-las de imediato. Acho difícil dizer adeus. A dor que sinto geralmente se transforma em lágrimas, olhos vermelhos e inchados, e nariz entupido, na esperança de que aquele sentimento, transformado em tempestade, seja levado para fora, para longe. É exatamente como as nuvens que se transformam em chuva: as gotinhas deixam o Céu, mas a água que chega às ruas e às calçadas não evapora de imediato. Os pinguinhos - os pedacinhos do Céu - precisam de tempo para se transformarem em vapor, assim como a dor do luto precisa de tempo para se transformar na dor da saudade e, depois, em saudosidade, a lembrança que não machuca.
Chegamos ao centésimo post OFICIAL do blog! E nada melhor para comemorar essa data do que trazer como protagonista o cãozinho da Menina, não é mesmo! Dedico este conto a Wintinho e a Baltinho, meus amores de quatro patinhas que inspiraram este conto. Vocês me ensinam muito todos os dias. Obrigada por existirem. Amo muito vocês dois! Daqui até o infinito e além. P.S.: todas as hitórias de Goiaba aconteceram na vida real através de meus dois amores caninos.

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